ANTES DE TUDO, OS ÍNDIOS!
Habitado por indígenas há mais de 3.000 anos, os primeiros registros da presença do homem branco por nossas terras se dá somente em 1787, com a abertura da primeira picada. (continua)
OS ALEMÃES
No final do século XIX e princípio do XX chegaram os primeiros alemães e seus descendentes, instalando-se às margens do Rio Caeté e na bacia dos rios Lessa e Adaga. (continua)
OS ITALIANOS E DEMAIS ETNIAS
Os italianos colonizaram as regiões de Santa Bárbara e Lomba Alta. Cechetto, Chini, Dell’Agnello (Dolagnello), Dorigon, Galvani, Gamba, Girardi e Mariotti foram pioneiros. (continua)
OS TROPEIROS
A partir de 1904, quando foi aberta a estrada Águas Frias/Lomba Alta/Trombudo, o ainda conhecido Barracão passou a ser fundamental para pouso de tropeiros... (continua)
ALFREDO WAGNER GANHA ESTRADA
Ônibus que fazia o percurso entre o Barracão e a Capital. Note a placa de Palhoça. O número seria o ano de emplacamento? (continua)
CORAIS
GRUPOS DE DANÇA
 

 

 

As fotos antigas deste site foram cedidas gentilmente ao Arquivo Histórico Fotográfico Municipal de Alfredo Wagner (AHFMAW), pelas pessoas indicadas entre parênteses.

Alfredo Henrique Wagner
nasceu no Sertão do Maruim, em 28 de novembro de 1871. Filho de Henrique Cristiano Wagner e de Maria Caetana Wagner, ficou órfão aos cinco anos de idade. Criado por seus tios Manoel Estefano Koerich e Catarina Wagner Koerich, Alfredo freqüentou a escola em Garopaba, revelando-se desde muito jovem um excelente aluno. Ao completar 18 anos, saiu da casa dos tios, e foi morar em São Pedro de Alcântara, onde aprendeu a profissão de sapateiro.

Ciente da prosperidade que vigorava na então Colônia de Santa Tereza, o jovem Alfredo ali se instalou em 1893, onde exerceu diversas profissões: escrivão do Posto Fiscal, seleiro, sapateiro, agricultor e pecuarista. Assim que se estruturou financeiramente, casou em 1895, com Júlia Freiberger, filha dos alemães Peter Freiberger e Felisbina Schmitt. O casal Alfredo e Júlia e nove de seus dez filhos residiram por quase duas décadas em Catuíra.

Com a mudança do traçado da rodovia Lages/Florianópolis para a vila do Barracão, ocorrido em 1904, passando pela margem esquerda do Rio Águas Frias, Alfredo decidiu transferir seus negócios e sua residência para Lomba Alta. Alfredo Henrique Wagner, juntamente com Jakob Schweitzer, seu concunhado, e Guilherme Althoff, foram os fundadores de Lomba Alta. Lá, ampliou seus negócios, passando a trabalhar também como apicultor, madeireiro, e a fazer transporte de mercadorias entre a Serra e o Litoral, em lombo de mula.

Desempenhou também copioso espírito altruísta e comunitário, tornando-se líder exemplar na região. Como capelão, viabilizou a construção de igreja e escola para a vila, doando área de terra, além de objetos sacros. Foi um incansável trabalhador, dedicando-se até os últimos anos de vida ao progresso no município que hoje leva seu nome.

Dona Júlia tinha um grande coração. Abrigava e amparava todos os que viessem em sua casa, proferindo-lhes valiosos dizeres e ensinamentos sobre a fé em Deus. O casal recebia em sua mesa desde bispos, padres, juiz de direito, até pessoas necessitadas e mendigos.

Alfredo Henrique era firme em suas idéias e propósitos, e exigia seriedade, honra e justiça de seus familiares e de seus contemporâneos. Faleceu com 81 anos em 20 de outubro de 1952