ANTES DE TUDO, OS ÍNDIOS! Nossa região já era habitada por indígenas há 3.000 anos, quando no final de século XVIII houve a primeira tentativa - pelos homens “brancos” - de explorar o sertão, com a abertura de uma picada ligando Desterro, a capital da província, a Lages. Naquela época, os limites da freguesia de São José da Terra Firme iam até os confins de Lages. Por ordem do vice-rei Luiz de Vasconcellos e Souza, o então Governador da Província, José Pereira Pinto, convocara o Alferes Antônio José da Costa para empreender uma viagem de estudos e conhecimentos da terra. Assim, no dia primeiro de janeiro de 1787 partia o Alferes com doze homens armados, doze escravos e sete mulas de carga para chegar ao seu destino sete meses após, no dia 9 de agosto. Foram margeando o Rio Maruim até certa altura e daí em diante por uma picada aberta na floresta, talvez o primeiro traço de comunicação entre o litoral e Nossa Senhora dos Prazeres de Lages, fundada pelo paulista Antonio Correia Pinto, em 1766. Existem vestígios desta primeira tentativa de ligação com o planalto e um marco na região de São Pedro datado de 1789, com a inscrição dos nomes de Arzão e Velozo. No final do século XVIII, houve mais uma investida ao sertão, articulada pelo Governador João Alberto de Miranda Ribeiro, que enviou alguns portugueses pela mesma picada. Um fracasso, pois os açorianos logo voltaram para a beira do mar, onde viviam da pesca e do cultivo da mandioca. Somente em 2 de agosto de 1840 a região recebeu seus primeiros colonizadores: a família do coronel Serafim Muniz de Moura, e mais 19 soldados. Naquela época, o coronel Serafim requereu uma área de 144km2, quase um quinto do atual município de Alfredo Wagner, no distrito de Catuíra. No ano anterior, em março de 1839, este mesmo coronel Serafim, juntamente com Antônio Inácio de Oliveira, havia proclamado a república em Lages e, a estas alturas, o governo imperial certamente desejava retaliação contra seus atos de rebeldia. A efetiva colonização - e fundação do atual município de Alfredo Wagner -, aconteceu em 1853, quando o Imperador D. Pedro II, pelo Decreto 1.255 de 8 de novembro criou a Colônia Militar de Santa Tereza (nome dado em homenagem à Imperatriz), a meio caminho entre a sede da Província e os campos de Lages. Além de ser posto de colonização, também abrigava um destacamento militar. Nesse ano, Santa Tereza possuía 113 habitantes. Em 1880, chega à região o Sr. Augusto Lima, acompanhado de alguns colonos. Subiam o Rio Itajaí do Sul à procura de terras para agricultura, quando encontraram o local ideal na barra dos rios Adaga e Caeté. Ali armaram suas barracas rústicas, lugar que passaram a chamar de Barracão, o primeiro nome da cidade, utilizado por muitos moradores até os dias de hoje. O novo local - terra de boa lavra - fez com que muitos agricultores abandonassem a colônia militar e viessem instalar-se nos arredores. No início do século XX, o Barracão contava com sapateiros, ferreiros, seleiros, marceneiros, os primeiros moinhos e as primeiras atafonas movidas a boi e água. Em 24 de outubro de 1957, por iniciativa dos vereadores Alfredo Wagner Júnior e Joaquim Henrique da Silva, a vila de Barracão é elevada à condição de Distrito, emancipando-se de Bom Retiro em 29 de dezembro de 1961, com o topônimo Alfredo Wagner. Referências:
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